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SLSteffen's Legacy — início

A marca

O verdadeiro resultado de um corte aparece depois da cadeira.

Ofício

Técnica é o mínimo. O que sustenta uma cadeira cheia é constância.

Presença

Uma hora inteira de atenção, não quinze minutos de pressa.

Herança

O que se aprende aqui é feito para ser passado adiante.

O fundador

Steffens

Tenho 30 anos e carrego 13 deles dedicados à barbearia.

Tudo começou ainda muito cedo, na varanda de casa, cortando cabelo ao lado do meu irmão. O que começou de forma simples, quase como uma brincadeira entre irmãos, acabou se tornando o ofício que escolhi para a vida. Hoje, nós dois somos barbeiros — e gosto de pensar que aquilo que começou naquela varanda pode, um dia, se tornar parte do legado das próximas gerações da nossa família.

Aos 17 anos, antes mesmo de terminar o colégio, decidi que queria dedicar minha vida à barbearia. Foi quando comecei a aprender com Denis, o “Hell Barber”. Durante quase um ano, minha escola foi a própria barbearia. Eu observava, varria a cadeira, lavava cabelos e prestava atenção em tudo o que acontecia ao meu redor.

Naquela época, talvez eu ainda não soubesse, mas estava aprendendo algo muito maior do que simplesmente cortar cabelo. Estava aprendendo a respeitar o ofício.

Foi depois desse período que a verdadeira história começou.

A barbearia clássica e os cortes afros foram algumas das primeiras coisas que despertaram em mim uma paixão profunda pela profissão. Com o tempo, entendi que não havia nada que eu gostasse mais de fazer do que estar atrás da cadeira, cortar um cabelo, fazer uma boa barba e participar daquele momento em que alguém se olha no espelho e se reconhece novamente.

Hoje, faço parte da Barbearia Palaciana, e sou grato por tudo o que essa caminhada tem me proporcionado.

Meu trabalho parte da barbearia clássica, de sua história, seus fundamentos e seus rituais. Não para ficar preso ao passado, mas para entender de onde viemos e levar esses fundamentos adiante, sem perder aquilo que faz da barbearia o que ela sempre foi.

Depois de 13 anos, continuo acreditando na mesma coisa que me fez começar: que cortar cabelo é apenas uma parte do ofício.

O verdadeiro trabalho está em tudo que acontece antes, durante e depois da cadeira.

E talvez seja isso que eu queira deixar como legado.

Steffens

Cadeira ou sala de aula?